Maria Vega Ferrero nasceu em Ganame, província de Zamora em 9 de março 1894, filha de Noberto Vega e Teresa Ferrero, casada com Conrado Blanco Puente nascido em 9 de março de 1888 em Moral província de Zamora. Tiveram 7 filhos, Manuel, Teresa, Pio Clotilde, Belmiro, Hermínia e Domingos.
Era uma mulher extraordinária, não só como mãe, esposa, mas pela suas atitudes humanísticas tomando parte em todos os eventos da época. Tinha verdadeira adoração e orgulho pela cidade que a recebeu.
Com sua memória fora do comum, contava as histórias da cidade com tal clareza, emocionando a todos, que com ela conversasse.
Seu coração voltado para os necessitados, num gesto amoroso para com os pobres.
Na década de trinta foi fundada em Fartura a Legião brasileira de Assistência, tendo ela como uma de suas expoentes que junto com outras senhoras, que também fizeram história em Fartura.
A vida trás surpresas difíceis, uma calamidade assolou Fartura com a malaria. Enquanto muitas famílias saíram de Fartura, essas mulheres com seus maridos. Não! Permaneceram aqui, cuidando dos doentes, trabalhando incansavelmente, ajudando a enterrar os mortos, que foram muitos. Na ocasião receberam da LBA lençóis, cobertores, minimizando muitas dores.
Contava ela, com certa tristeza da companhia da Estrada de Ferro “Itararé - Fartura” que, mesmo com os trilhos chegando a Fartura ea casa da estação quase pronta, Fartura perdeu esse benefício por questões políticas.
Dona Maria Veja Ferrero, enquanto seus pais imigraram para o Brasil, ela ainda ficou na Espanha, com seus avós, até 1910, quando seu pai foi buscá-los.
Conrado e Maria, já namoravam em Espanha e ele em seguida veio também ao Brasil.
Em 1911 Maria e Conrado casaram na Capela que hoje é a Paróquia Nossa Senhora das Dores.
Inicialmente foram residir no sítio do pai e em pouco tempo mudaram para a cidade, onde compraram uma casa, que, depois venderam ao casal Ida e Chiquito e passaram a residir na antiga casa história da Praça da Matriz, antes Escola Feminina de Fartura.
Dona Maria Veja Ferrero era uma historiadora e vivenciou as grandes transformações pelas quais Fartura passou.
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